sábado, 22 de novembro de 2008

Simples assim.

Estudos afirmam... Pesquisas demonstram ... Pesquisadores revelam... Para que complicar?!

Inspirações para doutorandos nessa tirinha (ou ao menos uma alternativa para as folhas de papel que virarão tese um dia ?!)









http://www.bichinhosdejardim.com/2008_09_01_archive.html

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Dilema da última página

Que angústia chegar às últimas páginas de um bom livro! Ao mesmo tempo que ansiamos pelo desfecho da história, não queremos nos separar dela.

Quanto melhor o livro, maior a angústia! Se o livro é muito bom, ainda que prevendo um excelente final, ficamos carentes de uma continuação por antecipação. Mesmo que depois do ponto final não haja muito para ser dito, não importa. Ainda assim, não queremos nos despedir dos personagens. Muitas vezes, com a proximidade do final, postergo um pouquinho a leitura para ver se, assim, o livro demora de terminar. A última página deixa uma sensação de vazio, uma saudade de personagens que não conhecemos ou que nunca existiram.

Senti isso com alguns livros. Os que me ocorrem agora: Budapeste(Chico Buarque); A última Grande Lição (Mitch Albom); Do Amor e Outros Demônios (Gabriel Garcia Marques); e, confesso, com O Diabo Veste Prada(Lauren Weisberger).

Algum livro já lhe fez sentir assim?

Minha saudade mais recente é de Five Quarters of the Orange (Joanne Harris). Muito bom também!

sábado, 6 de setembro de 2008

Lá estava ela, parada no mesmo lugar. ?


Um ano, uma árvore, duas inspirações: recomeço e adaptação.

Continuar lembra permanecer no mesmo estado [parado no mesmo lugar]. Recomeçar sugere uma nova oportunidade. Quintana já dizia:
"Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça..." (Mário Quintana)
Mas, criar e aproveitar novas oportunidades exigem vigilância constante, do contrário, seguimos continuando. Daí a importância do calendário. Tão interessante quanto ele, são as quatro estações do ano.

As quatro estações nos dizem que há um tempo próprio para fazer cada coisa. Nos dizem que precisamos estar preparados para diferentes ambientes e capacitados para o que estar por vir , não só para o que já veio. Elas nos lembram que precisamos planejar, preparar e nos adaptar para sobreviver. De novo recorrendo a biologia:
Uma adaptação é qualquer característica ou comportamento natural evoluído que torna um organismo capacitado a sobreviver em seu respectivo habitat. (Wikipedia)
Assim, a cada três meses, uma nova estação chega e demanda adaptações, nos impede de apenas continuar.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

08 - Here, There And Everywhere

Mutualismo

SIM-BI-O-SE, pronunciada por um professor de biologia, essa palavra pode trazer a cabeça a imagem de aparelhos digestivos com microorganismos ou de pássaros no lombo de um búfalo. Mas, se o contexto é trabalhos colaborativos em instituições, a palavra pode remeter a imagens diferentes.
Simbiose é uma relação mutualmente vantajosa, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por esta associação.
Segundo a Wikipedia, a tendência atual é chamar mutualismo quando ambos se beneficiam e simbiose denomina qualquer tipo de relação, inclusive aquelas em que uma das partes dependente da outra para sobreviver. Simbiose pode ser mais sonoro, mas como o benefício bilateral é essencial para a perenidade da colaboração organizacional: MU-TU-A-LIS-MO!

Colegas de trabalho (cada um com suas experiências e peculiaridades) colaborando entre si e todos se beneficiando dessa relação. Para promover essa sinergia, a organização deve transformar o conhecimento de cada pessoa em um bem de todos, promovendo um ambiente onde o aprendizado e a colaboração seja uma prática usual. No mutualismo, os indivíduos não são desprovidos de interesses próprios, ao contrário, cada envolvido busca o melhor para si na relação. E, buscando o melhor para si, cada parte contribui ("ajuda") de forma que melhores resultados são alcançados. Integrando habilidades complementares e interesses individuias em trabalhos compartilhados, uma organização pode maximizar seus resultados e desenvolver melhores soluções.

Esta postagem foi iniciada semanas atrás e sua publicação foi postergada e esquecida por estar incompleta. Hoje ela é publicada ainda pequena e clamando por análises mais densas e referências. O motivo? A celebração, aqui no blog, de um trabalho mútuo finalizado hoje: um artigo. Pois, o que são os blogs senão espaços para publicação/discussão de idéias e comentários. Que mais são os blogs senão uma espécie de ambiente para colaboração?!

Quanto a elaboração do artigo
, sim, cada um tinha uma motivação pessoal para se envolver. Essas motivações influenciaram a forma ou o quanto contribuiu-se para o artigo. Mas, a soma das habilidades diferentes valorizou o resultado e, no final, todos saíram ganhando.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

How do you measure a year?

Five hundred twenty-five thousand
Six hundred minutes,
Five hundred twenty-five thousand
Moments so dear.

Five hundred twenty-five thousand
Six hundred minutes
How do you measure, measure a year?

In daylights, in sunsets, in midnights
In cups of coffee
In inches, in miles, in laughter, in strife.

In five hundred twenty-five thousand six hundred minutes
How do you measure a year in the life?

How about love? Measure in love
Seasons of love. Seasons of love

[...]

It's time now to sing out,
Tho' the story never ends
Let's celebrate
Remember a year in the life of friends
Remember the love!
Seasons of love!

Rent - Seasons of Love

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Postal


*Clique na imgem para ampliar
** Texto adaptado da música Meu Caro Amigo (Chico Buarque)


domingo, 6 de julho de 2008

Museus

Fim de semana: praia, cinema, shopping, barzinho... Que tal acrescentar um MUSEU a essa lista? Sim, pode ser divertido visitar um museu.

Conhecendo mais sobre arte, cultura e história podemos enxergar os lugares com outros olhos. Quando visitamos um museu não precisamos apenas observar os objetos e entender porque uma obra é importante para alguns críticos. Nós podemos ver os detalhes, identificar o que nos toca, imaginar o contexto no qual a obra foi feita (ou usada) e refletir sobre o quanto nossa percepção é influenciada pelo que somos ou "estamos". Tenho ido bastante a museus!

Ontem fui ao National Gallery of Art. Lindo demais! O museu tem obras imperdíveis e várias outras coisas me encantaram: a integração delas com a arquitetura, o jardim, a cascata, os cafés, a exposição temporária com peças do Afegnistão. O sorvete de Apple Pear... Maravilhoso! Essa escultura me chamou a atenção (será que estou muito "doutoranda"?).

Ainda que você não se interesse muito pelas obras, o ambiente de um museu pode ser interessantíssimo. Lembrei de três museus que visitei recentemente em Salvador. Seria injusto comparar o porte de qualquer um deles com o do National Gallery of Art, mas em todos eles também me diverti. Passeios para uma tarde diferente.

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), no Solar do Unhão, é interessante aprender sobre a história do Solar e andar pelo seu jardim (várias obras ficam lá). O pôr do sol é perfeito e seu pier, um ótimo local.

O Museu Carlos Costa Pinto expõe objetos da época dos solares e engenhos baianos (jóias, utensilios, decoração). As peças, a casa, o jardim... E para completar o imperdível Balangandan Café. Por sinal, você sabe a história do Balangandan? (se não, veja no museu).

No Forte São Marcelo, tem um museu muito interessante que conta a sua história e um pouco da construção da cidade. Tem-se acesso aos cômodos do forte. Além disso, o que torna o forte especial é a sua localização: para chegar lá, só de barco! A vista da Bahia de Todos os Santos e de Salvador é linda! Diversão garantida!

Se não por outro motivo, vá a um museu, ao menos para ter certeza que não gosta deles. Quando foi mesmo a última vez que você se deu uma chance de gostar de um?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Quando deixamos de ver?



O verbo "Ver", do latin videre, pode significar "conhecer ou perceber pelo sentido da vista", "contemplar" ou "presenciar". E é considerando esses significados que pergunto: Quando deixamos de ver?

Deixamos de ver quanto nos acostumamos com o ambiente (trabalho, casa, cidade, pessoas). As mudanças nos trazem uma oportunidade [necessidade] de ver as coisas de forma diferente. Nos faz re-considerar, re-presenciar ou re-ver.

Vou dar um exemplo bem prosaico, mas, para mim, ilustrativo. A primeira vez que mudei de cidade e fui às compras, eu queria comprar arroz e existiam muitas marcas, mas não a que eu estava habituada. Já comentei sobre o problema do excesso de escolhas, mas o ponto aqui é outro: eu não tinha conhecimento prévio das marcas. Sem perceber, eu sempre comprava a mesma marca, sem considerar outras possibilidade, e a aceitava como a melhor opção. Então, a mudança de cidade me fez re-considerar (ou re-ver) até o arroz que compraria. Transpondo esse exemplo para o ambiente de trabalho. Nós re-pensamos nossas atividades e contribuições? Nós consideramos novas alternativas (sim, elas surgem às vezes)? Ou apenas repetimos antigos processos e padrões aos quais estamos acostumados? Trocar de atividade, de posição no local de trabalho, passar por um corredor diferente são formas de mudanças que podem nos levar a re-perceber o ambiente. Em relação às pessoas, quando foi que você deu uma boa olhada no rosto do seu colega, amigo, namorado, irmão? Você continua vendo-o (percebendo-o) ou se acostumou com sua presença?

Hoje moro em outro país e quando cheguei achava tudo diferente. Além das grandes e óbvias diferenças, a mudança me fazia perceber as pequenas diferenças. Percebia um passarinho cantando (não lembro a última vez que percebi isso na minha cidade natal, mas os passarinhos também cantam lá), as crianças sorrindo e saberia dizer se uma placa estava em lugar diferente. Eu estava constantemente contemplando, presenciando, vendo ao meu redor. Depois de alguns meses, o sentimento de novidade diminuiu. Ontem, ao sair de casa, notei uma casa no caminho com outra cor e um jardim diferente. Não vi a mudança acontecendo. Quando deixei de ver? Imagino que tenha sido no mesmo momento em que me senti em casa (me acostumei) Hora de mudar de novo? Acho que ainda não, mas hoje vim para o trabalho por outro caminho.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Excesso de escolhas

Interessante a palestra do psicólogo Barry Schwartz: O paradoxo da escolha! Segundo ele, excesso de escolhas pode gerar insatisfação e paralisia.

Quem nunca passou tempos em frente ao guarda-roupa escolhendo uma roupa para trabalhar? (as mulheres, provavelmente).Você pode argumentar que nenhuma roupa era adequada e, por isso, a demora. Mas, será mesmo?

Ter escolhas é muito bom, sem dúvida! E é um privilégio tê-las. Mas, o excesso de escolhas não pode se tornar um peso. Os exemplos da palestra são bem americanos. Ainda assim, vale assistir: insigths tanto para a vida pessoal, como para a profissional. Uma solução boa o suficiente e tempestiva, é melhor que uma solução excelente que nunca sai do papel (ou que custa muito [tempo, dinheiro, energia] para sair). Para isso, limitar conscientemente algumas escolhas pode ser um caminho interessante.



* Essa é uma palestra do TED Talks. TED (Technology, Entertainment, Design) é uma conferência anual que reúne vários pensadores desses três mundos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

"Qualquer coisinha", não!

Quando bem pequena, passando por uma loja, pedi insistentemente
a minha mãe: "compra, compra". E, em resposta à pergunta
"Compra o quê?", respondi: "Qualquer coisinha,mãe".
Isso a fez repensar o que eu estava aprendendo.
Não lembro do acontecido.
Mas lembro, sim, da educação para um consumo mais consciente.

Hoje, vejo que o consumo consciente é importante não só
sob uma perspectiva pessoal, mas também para a preservação
do mundo em que vivemos.
Quando consumimos de forma desmedida e impensada,
não só nos prejudicamos.
Nós reforçamos uma cadeia de produção nociva
para o meio-ambiente e para a sociedade como um todo.

"A História das Coisas", um vídeo muito educativo,
faz várias conexões entre grandes questões ambientais e sociais.

Ele é especialmente importante para nós, brasileiros,
porque estamos dos dois lados da moeda:
consumidores e "consumidos".



Vi o vídeo pela primeira vez no blog "As Coisas" e
ele me marcou muito (merece várias reflexões).
Agora achei essa versão com legenda em português. Imperdível!

O espírito de colaboração

Tenho lido bastante sobre Open Source e software livre*. Várias lentes podem ser escohidas para observar o tema. Me interessa, em particular, entender como os grupos se organizam, como colaboram entre si e o como um produto é gestacionado. Nomes para minhas lentes? Gestão de Projetos, Processos, ou Gestão de Conhecimento. Muitas outras lentes são interessantes, mas exercitando uma saudável limitação de escolhas (mais sobre isso em uma próxima postagem), fiquei com essas.

A área de Gestão de Conhecimento estuda aspectos de colaboração há algum tempo. Programas de gestão de conhecimento organizacional ("bem sucedidos" ou não), mencionavam a importância de comunidades de interesse, fóruns, lista de perguntas frequentes e bases de dados de conhecimento acessíveis, como instrumentos para trocar e transferir conhecimento na organização. Mas, uma questão recorrente, nesses programas, era: por que as pessoas colaborariam? E, muitas vezes, elas não colaboravam.

Open-source economics ** foi uma das boas palestras que assisti. Yochai Benkler explica como projetos colaborativos como Linux e Wikipedia são o próximo estágio das organizações. Esses projetos colaborativos, em contraposição ao modelo industrial, seriam um novo modelo de produção, que pode mudar a maneira que vemos o mundo e evoluimos nosso conhecimento . Exemplos bem sucedidos de colaboração são apresentados.

O movimento de software livre não criou a idéia de colaboração, mas esse é o seu espírito. Por motivos altruístas ou particulares, milhares de "voluntários" dedicam tempo para colaborar com algo que beneficia a muitos. Um espírito talvez parecido com o de ONGs, que são criadas com os mais diferentes desejos. Observar como a colaboração e a organização dos projetos acontecem pode nos falar muito sobre modelo(s) de gestão que podem ser aplicados em outros domínios. Alguns exemplos: o "Open architecture network" ou a própria Wikipedia (nela o computador é um meio, o fim: uma enciclopédia pública mundial!).

Boas considerações sobre a colaboração na comunidade de sofware livre em Bazedral.

* A distinção entre "Open Source" ou "Free Software" não é importante para essa postagem
** Essa é uma palestra do TED Talks. TED (Technology, Entertainment, Design) é uma conferência anual que reúne vários pensadores desses três mundos.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Vilarejo

Há algum tempo penso em fazer um blog. Mas, sabe aquela história: "...sentei e a vontade passou"?! Até ontem foi mais ou menos assim.

Afora o óbvio trocadilho com lugarejo da Viviane (ou Vica, Vi, Vivi - como você preferir :-), "vilarejo" reflete um desejo de ter um cantinho onde é possível compartilhar idéias e conversar com os amigos. Um lugar onde areja um vento bom e o tempo espera.

Aqui, como na música, portas e janelas ficam sempre abertas para a sorte entrar...